A identidade visual do espectáculo que consiste no título separado por sílabas alinhadas na vertical. COR POS INO MINÁ VEIS. Todas letras capitais grossas, diferentes entre si. O fundo quase preto, com tons azuis, roxos e vermelhos escuros, cria um contraste com as letras de cores vivas, maioritariamente brancas, azuis e vermelhas. A sílaba COR é formada por letras brancas, sendo que na terceira letra está um corpo a trepar por ela a cima. A sílaba POS tem uma letra azul, com contorno branco, uma letra branca e preta e uma vermelha. A sílaba INO tem uma letra rosa com contorno branco, uma azul escura e terceira com dois corpos, um em cima do outro, numa posição arredondada. A sílaba MINÁ tem a primeira letra branca com linhas coloridas, a segunda é formada por um corpo com os braços abertos a 90º graus e a cabeça pendurada para a frente. A terceira letra é azul escura e a última vermelha. A sílaba VEIS tem a primeira letra branca e a segunda com riscas brancas e contorno vermelho. A terceira é azul clara e a última azul escura.

CORPOS Inomináveis

Co-criação e Performance Inês Gonçalves, Frankão, Jorgette Dumby, Juan Fresina Scotto, Pacas e Pepa Macua
Direção Artística Joana Pupo
Direção de Produção Catarina Sobral
Colaboração Artística e Pesquisa Coreográfica Maria Ramos
Textos Criação Coletiva
Apoio à Dramaturgia Pepa Macua
Apoio à Pesquisa Cénica na 1ª fase de Criação Nadia Yracema, Fábio Nóbrega Vaz e Jaime Mears
Apoio à Audiodescrição Catarina Sobral e Inês Gonçalves
Assistência de Encenação Marine Arrandon
Desenho de Luz e Direção Técnica Mafalda Oliveira
Figurinos Mafalda Estácio
Elementos de Cenografia João Calisto (mesa) e V.In (bancos)
Desenho Gráfico Eduarda Lima
Fotografia João Duarte, Pedro Jafuno
Vídeo Beth Freitas
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa Jéssica Ferreira e Miguel Ralha

Uma Criação da Mente de Cão

Em co-produção com Teatro Académico de Gil Vicente, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha e Teatro José Lúcio da Silva e parceira com Universidade Leiria – Oeste.

Este projecto tem o financiamento da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / DGArtes, da Fundação Calouste Gulbenkian, e da Fundação GDA.

Com o apoio do Centro de Experimentação Artística da Moita, do c.e.m. – centro em movimento, do Polo Cultural Gaivotas-Boavista, do Centro de Artes das Caldas da Rainha e do Teatro da Rainha.

CORPOS Inomináveis

 

“O facto parece ser, se é que nesta situação em que estou se pode falar de factos, não somente que vou ter de falar de coisas de que não posso falar, mas também, o que é ainda mais interessante, que eu, o que é ainda mais interessante, que eu…  não sei mais, não importa. No entanto sou obrigado a falar. Não me calarei nunca. Nunca.”

Samuel Beckett, O INOMINÁVEL
(Assírio e Alvim, 2002)

Estreia » Setembro de 2026 | Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra

Entramos diretamente no palco do teatro.
Um grupo de pessoas, com várias raízes culturais e linguagens artísticas diversas, começam um jogo, focado no “instante presente”, que questiona “O que é ainda Inominável, hoje?”.

Partimos de uma leitura coreográfica, muito livre, do romance de Samuel Beckett, “O Inominável”, para investigar os limites da liberdade, do em-comum e da linguagem.
Tal como Beckett, suprimimos os elementos da narrativa, desenvolvendo um fluxo do movimento e de fala, a partir de um jogo de questões:
O que é, afinal, o presente? Só existe aquilo que nomeamos? A forma como nomeamos altera o que existe? O que pode um corpo? O que pode o lugar do teatro? Qual a possibilidade de encontrarmos um discurso coletivo sobre algo? O que fazemos com os nossos lugares subjetivos de fala e de contemplação?

Herdando de Beckett uma tensão entre o dito e o não dito, entre o que se vê e o que não se vê, questionamos os limites entre o dentro e o fora: do corpo, do teatro, da vida.

“Acredito profundamente no impossível, na acontecibilidade do impossível, acredito no Acontecimento. Acredito no futuro, e no nosso dever de exposição ao futuro, quer dizer, na nossa absoluta responsabilidade no presente e contra o presente.”
Sousa Dias, ZIZECK, MARX & BECKETT E A DEMOCRACIA POR VIR 
(Documenta, 2014)

© João Duarte/TAGV

Destaques da Criação

Desenhando a Dramaturgia

Residência de Criação

Workshop de Viewpoints

Pesquisa Inomináveis

Criação Mente de Cão Co-produção Teatro Académico de Gil Vicente, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Teatro José Lúcio da Silva. Apoio República portuguesa, DGArtes, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação GDA, Centro de Experimentação Artística, Câmara Municipal de Lisboa, Bibliotecas de Lisboa, Polo Cultural Gaivotas-Boavista e Politécnico de Leiria.